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A Alegoria da Caverna de Platão – Livro VII da República



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Esta alegoria, também chamada Mito da Caverna foi escrita por Platão século IV a.C, está contida no livro VII da Republica de Platão. É Leitura imprescindível para todas as pessoas de qualquer área de atuação.

Prefiro usar a palavra “Alegoria” pois penso que demonstra mais claramente o objetivo de Platão. A Palavra mito pode lembrar algo não tão representativo ou até mesmo “mentira” se considerada com o uso contemporâneo, e na realidade se usássemos o Mythos com o sentido ainda remanescente na época de Platão poderia se confundir ainda mais, tendo em vista que o Mythos Grego tinha uma força muito especial na Cultura de então. (para saber mais sobre mythos leia Do mito à Filosofia...). Portanto vamos a Alegoria da Caverna! Mas antes recordemos um pouco quem foi Platão.

Platão viveu em Atenas (427-347 a.C), era de família Nobre, seu nome verdadeiro era Arístocles, mas seus “ombros largos” deram-lhe o apelido que tem o Significado da palavra “Platão”. Ele foi discípulo de Sócrates (considerado por Platão, e por outros, como o homem mais sábio e justo de então). Platão fundou a famosa Academia uma espécie de universidade pioneira dedicada à pesquisa científica e filosófica e um centro de formação política. Desenvolve a Teoria das Idéias onde menciona que o processo do conhecimento se desenvolve por meio da passagem progressiva do Mundo das Sombras e Aparências para o Mundo das Idéias e essências.

Para Platão, somente os filósofos, amantes da verdade, teriam condições de libertar-se da Caverna das ilusões e atingir o mundo luminoso da realidade e sabedoria.

Quando falamos dessa Alegoria podemos destacar alguns pontos que normalmente não são tão bem lembrados. Por exemplo: a questão dos Paradigmas e a questão do “conhecimento”. (veremos isso mais à frente)

Podemos dividir e entender esta alegoria da Caverna em três etapas:

1.1. - o ambiente, o local e a situação em que se encontram as pessoas.
1.2. – a libertação dolorosa e a saída também dolorosa da caverna.
1.3. – o retorno à caverna - a educação - o desejo de repassar o conhecimento deslumbrado.

Outros pontos que podem ser lembrados: o prisioneiro que escapa pode ser Sócrates; quando ele retorna e tenta libertar os outros presos, demonstra o que deve fazer um bom político, um bom governante, ou um bom educador como queiram. Todos esses sentidos estão subjacentes no diálogo.

Vamos agora ler Platão através de seu texto adaptado e narrado por Marilena Chaui. Depois faremos novas considerações.


A Alegoria da Caverna

Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas para frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo que se possa, na semi-obscuridade, enxergar o que se passa no interior.

A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os prisioneiros - no exterior, portanto - há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguida uma mureta, como se fosse a parte fronteira de um palco de marionetes. Ao longo dessa mureta-palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas.

Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela, os prisioneiros enxergam na parede do fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam.

Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras vistas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que enxergam, porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda luminosidade possível é a que reina na caverna.

Que aconteceria, indaga Platão, se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os outros seres humanos, a mureta, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e, deparando com o caminho ascendente, nele adentraria.

Num primeiro momento, ficaria completamente cego, pois a fogueira na verdade é a luz do sol e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua vida, não vira senão sombras de imagens (as sombras das estatuetas projetadas no fundo da caverna) e que somente agora está contemplando a própria realidade.

Libertado e conhecedor do mundo, o prisioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los.

Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas caçoadas, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo. Mas, quem sabe, alguns poderiam ouvi-lo e, contra a vontade dos demais, também decidisse sair da caverna rumo à realidade.


Algumas considerações da Marilena Chaui

O que é a caverna? O mundo em que vivemos. Que são as sombras das estatuetas? As coisas materiais e sensoriais que percebemos. Quem é o prisioneiro que se liberta e sai da caverna? O filósofo. O que é a luz exterior do sol? A luz da verdade. O que é o mundo exterior? O mundo das idéias verdadeiras ou da verdadeira realidade. Qual o instrumento que liberta o filósofo e com o qual ele deseja libertar os outros prisioneiros? A dialética. O que é a visão do mundo real iluminado? A Filosofia. Por que os prisioneiros zombam, espancam e matam o filósofo (Platão está se referindo a condenação de Sócrates à morte pela assembléia ateniense) (?) Porque imaginam que o mundo sensível é o mundo real e o único verdadeiro.

Bem, amigo leitor, podemos perceber claramente que a Caverna é o mundo como nós o vemos, muitas vezes com nossos pré-conceitos, paradigmas e dogmatismos, “conhecemos” apenas a “nossa caverna” e achamos que tudo e o todo está contido ali. Imagine um homem de uma tribo no meio da Floresta amazônica que nunca saiu de lá de sua tribo, nunca viu nem assistiu uma Televisão (aliás ele não perdeu nada por isso, muito pelo contrário...) ele só conhece o seu mundo a sua caverna. Nós somos assim quando através de “achismos” e crendices mirabolantes que nos são passadas, acreditamos ser os donos da verdade, e não ouvimos nada e mais ninguém.

Outro paralelo interessante à Alegoria da Caverna é o próprio exemplo da televisão, imagine pessoas que vivem só encarando uma televisão com suas “informações”, novelas e programas de auditório etc. Essa é uma Caverna. É preciso “abrir a mente”, pensar, refletir, questionar, enfim Estudar Filosofia! Não podemos ver sem refletir, não sejamos como os presos da Caverna de Platão, que quando apareceu um “libertador” quiseram o matar.


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links Relacionados:

Texto completo da Alegoria da Caverna

Do mito à Filosofia...

A Indústria Cultural...


Bibliografia

CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. 13.ed. São Paulo: Ática, 2005.

PLATÃO, A república. São Paulo: Martin Claret, 2007.


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O Início de nossa viagem rumo ao universo desconhecido



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Então, quando começa e quando termina nossa viagem? Falo agora alegoricamente fazendo um paralelo entre a nossa vida no Planeta e nossa vida na Nave Espacial.

Bem, Nossa viagem começa quando nós entramos na “Nave” e termina quando saímos dela. Quando nascemos inicia-se nossa “aventura”, somos preparados por nossos pais para “viajar” pelo cosmos, cada um tem um papel dentro dessa grande nave mãe que talvez não por coincidência, tenhamos a mesma quantidade percentual de água em nosso corpo, que são aproximadamente os ¾ que também tem nosso planeta nessa relação: Terra /água. Vamos parar por aqui por enquanto, pois o meu objetivo neste texto é apenas o de comentar a vida nesta nossa “Nave Espacial.”

Então nossa nave mãe água será considerada mãe apenas pelo fato de ser a nossa nave principal, a nossa Raiz nossa Matrix.

Imagine que agora estivéssemos no início do século XXIII precisamente no ano de 2201, ano escolhido pela “junta de administração do planeta” para enviar uma nave tripulada pelo cosmos. Muito bem! Isso ocorreu! Isto é fato! Sendo assim vamos agora saber como seria planejada esta grande viagem, essa aventura...

A nave tripulada é imensa, é maior que qualquer transatlântico que já tenha cruzado os mares do planeta, ela tem dezenas de andares, e a locomoção de um extremo ao outro só é feita por elevadores que se dirigem em todos os sentidos e direções e que levam preciosos minutos para transportar os tripulantes de um ponto a outro da nave e tudo isso com a tecnologia mais avançada. Narro isso a fim de que o amigo leitor tenha noção da imensidão dessa “nave filha”; que deixa o Planeta (a Nave Mãe) com vários casais e seus filhos, ou seja, várias famílias foram pré-selecionadas com meticuloso cuidado por uma equipe também profunda em análises comportamentais e capacitação intelectual e o melhor da genética dos terráqueos.

Esta tripulação estava preparada e equipada para não mais retornar à nave mãe água (o planeta terra), mas sim preparada para iniciar as futuras gerações que um dia deveriam e poderiam trazer as colheitas e as descobertas que foram semeadas por outrem no cosmos. Essa primeira geração seria a responsável pelo “pontapé inicial do jogo”, apenas pelos 5 ou 10 minutos do primeiro tempo ou seja pensava-se em 8 ou 10 gerações até o retorno da nave filha ou seja aproximadamente 400 a 500 anos depois de deixar o planeta. Este seria tempo suficiente para, a uma velocidade próxima à da luz, serem visitadas ou vista uma minúscula parte da nossa galáxia a Via Láctea. A fim de que o amigo leitor tenha uma melhor idéia dessas dimensões, digo que para nossa nave chegar até a estrela mais próxima de nosso planeta, sem ser o nosso Sol logicamente, demorará aproximadamente 4,5 anos (isso viajando próximo a velocidade da luz, 300.000km por segundo, tempo suficiente para dar 7 voltas em torno da terra em um segundo).

Nossa galáxia possui algumas centenas de bilhões de estrelas e precisaríamos de 100.000 (cem mil anos) à velocidade da luz para apenas cruzar a sua extensão. Isso significa que para viajarmos de “ponta a ponta” da nossa galáxia seriam necessários 50 vezes a quantidade de anos de nossa era Cristã em outras palavras os 2000 anos desde que Jesus Cristo veio à terra são 50 vezes menores do que o tempo necessário para apenas cruzarmos a Via Láctea e isso viajando na velocidade da luz, algo “impossível”.

Vamos agora “viajar” um pouco mais, se quisermos sair de nossa galáxia e irmos para a outra galáxia em dimensões semelhantes à nossa e que não seja uma galáxia satélite nossa, pois existem algumas “pequenas” galáxias que são satélites da nossa, iremos então para Andrômeda, mas a conversa começa a ficar mais fascinante, pois aí teríamos que viajar 2,2 milhões de anos na velocidade da luz para lá chegarmos, Isto mesmo! A luz que vemos hoje chegar aqui na terra proveniente dessa Galáxia chamada Andrômeda na verdade levou mais ou menos a metade do tempo da vida da espécie que veio a se tornar o “Homem” de hoje em nosso planeta, algo ao redor de 4,5 milhões de anos. Nosso planeta tem aproximadamente 5 bilhões de anos, porém a vida veio bem depois, podemos dizer, em outras palavras, que teríamos que esperar o mesmo tempo da existência de nossa vida neste planeta, para nossa nave filha ir e retornar aqui em nosso planeta e isso se falando na vida ainda bem rudimentar e de pouca inteligência de outrora, pois a espécie humana com o desenvolvimento intelectual como é conhecida hoje é bem mais recente, talvez tenhamos poucas dezenas de milênios com o cérebro que possuímos hoje e na verdade a tecnologia aplicada em astronomia, Astronáutica ou astrofísica é muitíssimo mais recente, podemos precisar poucas décadas somente.

É interessante também mencionarmos que o agrupamento de galáxias da qual nossa galáxia faz parte, possui aproximadamente 30 galáxias e tem uma extensão de cerca de 5 milhões de anos luz. Caro amigo leitor a maior de todas as questões ainda não acabou... sabemos que existem bilhões e bilhões de galáxias no universo conhecido, e só para falar do universo conhecido e de nossa dimensão. Teremos provavelmente bilhões e bilhões de anos luz de distancia a percorrer, estima-se a idade do universo em 15 bilhões de anos, falá-se hoje em precisos 13,7 bilhões de anos, de qualquer maneira não confundamos o tempo do universo com as distâncias.

Como dissemos, existem bilhões e bilhões de outras galáxias, mas isso não importará para nossa “pequena aventura” que será apenas um passeio pelo cosmos, ou melhor, pelo quintal de nossa casa e da casa de alguns dos nossos vizinhos (outras estrelas). Relembro que para chegar na estrela mais “pertinho”, precisaremos de 4,5 anos. E isso Sem sairmos de nossa Rua a Via Láctea, pois aí precisaríamos de 50 mil ou 100 mil anos; quem diria sair do bairro? Para chegar em Andrômeda por exemplo, 2,2 milhões de anos; Cidades? Estados ou Países inimaginável?

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Em um Futuro não muito distante continuarei essa “Estória” por enquanto fique com alguns links relacionados:


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A Nave Espacial chamada Terra (ou Água)



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Este é um esboço de um livro de “ficção” que escrevi há alguns anos atrás.

É sabido que nosso planeta deveria se chamar Planeta Água ao invés de Planeta Terra, pois sabemos que na verdade nosso planeta é composto de aproximadamente ¾ de água e apenas ¼ de terra, isso prova o quanto éramos limitados em nossos conhecimentos e o quanto ainda temos a aprender sobre o “nosso” vasto universo, eu digo o “nosso” pois ainda não temos uma comprovação do tamanho desse universo e pensamos que ele seja infinito e se ele não for infinito? Neste caso então teríamos outros universos? Ou o que hoje se chama outras dimensões, o que já é aceito pela maioria dos astrônomos mundiais. Quando se fala em outras dimensões estamos ampliando as 4 dimensões conhecidas para 11 dimensões; sendo 10 espaciais e uma de tempo. De qualquer maneira quando falamos em universo estamos falando em tudo o que há, tudo o que existir é o Universo.

O fato é que chamamos nosso planeta de “Terra” e isso já demonstra nossa pobreza inicial em relação ao conhecimento do mesmo, é também sabido o quanto se tem estudado sobre o nosso Planeta, suas montanhas, vulcões, florestas. Mas temos ainda outros diversos pontos da terra a estudar e tudo isso sem falar dos imensos rios e do próprio oceano que é a incomensurável maioria do planeta como já relatado anteriormente, o fundo desse oceano ainda é uma incógnita.

Vamos para a segunda parte da verdade histórica e desconhecida por muitos. Nosso planeta é uma grande Nave Espacial... como podemos provar os fatos?

Bem, Viajamos pelo universo a uma velocidade de 108.000 quilômetros por hora, ou 1.800 quilômetros por minuto, ou 30 quilômetros por segundo; e tudo isso atrás do Sol. Só para lembrar isso nada tem a haver com o movimento de giro no seu próprio eixo (o que nós chamamos de dia que tem 23,9345 horas – arredondamos para 24 horas). O movimento em torno do Sol ou seja um giro completo em volta da Nossa estrela é o que nós chamamos de ano, e leva 365,256 Dias; na realidade a velocidade que viajamos pelo universo é a velocidade em que estamos inseridos dentro da expansão do mesmo. A Terra segue atrás do Sol que por sua vez segue junto com outras bilhões de estrelas de nossa galáxia, que por sua vez seguem outras bilhões de galáxias que também por sua vez vão se expandindo e assim viajamos pelo universo sem saber nosso destino.

Uma certeza podemos ter: Viajamos pelo Universo. Quanto a isso não há dúvidas, isso é um fato e um consenso entre os estudiosos do assunto. Estamos dentro desta Nave, queiramos ou não, tenhamos medo ou não de voar, e o avião voa a “apenas” 1.000 quilômetros por hora em seus vôos comerciais. Como estamos em uma grande Nave Espacial, na verdade todos os voos de Avião que fazemos são apenas passeios dentro desta própria nave, e as viagens tripuladas ou não pelo cosmos nada mais são do que “passeios” fora de nossa nave, mas o fato é que nossa Nave Mãe é a Terra ou melhor a fatia de terra da grande Nave Água.

Uma Nave saindo da “Nave”: os Preparativos Iniciais para a Viagem

Começamos a construir a outra Nave Espacial... serão necessários longos anos e toda a tecnologia de ponta disponível e inimaginável à maioria de nós pobres terráqueos.

Nos planejamentos iniciais já se definiram quantos casais irão “embarcar” na Nave, alguns já com filhos. Entrarão: sábios, cientistas de todos os gêneros, médicos, engenheiros, além é claro de pessoas para trabalhar a “horta” e toda a fonte alimentar necessária para nossa viagem.


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Considerações finais e Referências Bibliográficas



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Teço agora minhas considerações finais e apresento as referências bibliográficas e a Bibliografia consultada.

1.6. Considerações finais

Comecei este texto falando da ética. Pretendi demonstrar a sua importância com relação à ciência e a subjetividade. Entendo que da mesma forma que houve uma retomada do racionalismo na idade moderna em que se valorizou a ciência como fonte do conhecimento e de certa maneira se minimizou o sujeito, agora, em conseqüência dessa chamada crise da modernidade e uma pós-modernidade ou hiper-modernidade - como preferem alguns - estamos no caminho de retomar o sujeito, re-valorizar o ente, em detrimento simplesmente do conhecimento científico racionalista metódico, e retomando o sujeito lá dos pré-socráticos e a ética em Sócrates, talvez estejamos mais próximos da verdade, das certezas que nós sempre ansiamos, nós sempre buscamos. Ou quem sabe nunca a encontremos. Mas pelo menos, estaremos valorizando o ser humano, o pensamento e não algo fora de nós.

A questão da liberdade é hoje analisada, as relações de poder são estudadas, questionadas. Os direitos humanos são debatidos no mundo. Não existe como não nos preocuparmos com o planeta, com os seres que habitam esta nave espacial chamada terra, na qual todos viajamos juntos pelo cosmos há alguns milhões de anos. Não há como deixar de questionar a ciência e os pilotos desta nave, afinal, nós também estamos dentro dela, não é mesmo?

Vejo assim a importância da ética e da subjetividade. Vejo a ética, como mencionei no início deste trabalho, como um caminho, um condutor, um analista, um intermediário para se chegar à verdade. A ética pauta, a ética conduz, a ética faz refletir e questionar.

Imagine uma nave em que o piloto pudesse fazer o que ele quisesse, levá-la para onde almejasse. Não! Nós não podemos admitir isso! Relembro... nós estamos dentro desta mesma e única nave e cabe a nós cuidarmos dela e dos co-passageiros!


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E BIBLIOGRAFIA

APPIAH, Kwame Anthony. Introdução à filosofia contemporânea. 1.ed. Petrópolis: Vozes, 2006.

BLACKBURN, Simon. Dicionário Oxford de filosofia. 1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.

CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. 13.ed. São Paulo: Ática, 2005.

FOUCAULT, Michel. Arqueologia das ciências e história dos sistemas de pensamento. Ditos e escritos II, Manuel Barros da Motta (Org.) 1.ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2000.

JAPIASSÚ, Hilton; MARCONDES, Danilo. Dicionário básico de filosofia. 4.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006.

KANT, Immanuel. Textos seletos. 3.ed. Petrópolis: Vozes, 2005.

MARCONDES, Danilo. Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 9.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.


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A Modernidade e a Crise da Modernidade



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Continuamos agora falando da Modernidade e da chamada Crise da Modernidade ou Pós-modernidade e mesmo Hiper-modernidade como preferem alguns.

1.4. A modernidade

A modernidade, o mundo moderno, teve como fatores determinantes o renascimento (origem - Florença – Itália), a reforma protestante (Alemanha – Lutero), e a revolução industrial (na Ilha - Inglaterra), mas começa mesmo, na área da revolução científica, com pensadores, cientistas e filósofos como poderíamos chamá-los na época; Tais como: Copérnico, Galileu Galilei, Descartes, Isaac Newton, entre outros tantos. A partir de então tivemos uma verdadeira revolução na ciência, e como conseqüência, o reposicionamento do homem em sua cultura, visão do mundo, do universo, e de si mesmo. Tratou-se da relação SujeitoObjeto. Mas o que foi valorizado o Sujeito ou o Objeto?

É a ciência moderna: a astronomia e a física, para citar alguns exemplos, que renascem. Mas agora baseadas e concebidas em uma relação matemática de regularidade austera. Daí, mais tarde, vir a brotar diversas invenções, que verdadeiramente revolucionaram a face do planeta terra. Acreditamos que da mesma maneira que benefícios vieram com todo esse germinar de “progresso”, desabrocharam-se desilusões e desencantos que mais posteriormente seriam sentidos, conforme comentaremos mais à frente.

Como nos relembra Michel Foucault, em Arqueologia das Ciências e História dos Sistemas de Pensamento (2000) :

Freud fala, em algum lugar, que há três grandes feridas narcísicas na cultura ocidental: a ferida imposta por Copérnico; aquela feita por Darwin, quando ele descobriu que o homem descendia do macaco; e a ferida feita por Freud, já que ele próprio, por sua vez, descobriu que a consciência repousava na inconsciência. (p.43).

Aproveito este segmento do texto, para mencionar aqui que essa tripla humilhação ajudou, de certa forma, com que os homens saíssem um pouco mais do seu pedestal supremo e de uma superioridade incondicionada, que se fortalecera com o iluminismo, e que se reposicionassem no planeta em que vivem, dentro de sua realidade e não tanto mais como aqueles que se achavam os seres supremos por excelência, os esclarecidos através da razão.

Kant dá limite à razão e estabelece critérios para um conhecimento legítimo. No prefácio à segunda edição da Crítica da razão pura (1787) Kant formula a metáfora da revolução copernicana através da qual passamos a saber que não é a terra o centro do sistema solar, o sol não gira entorno da terra e sim a terra é quem gira entorno do sol, como também o fazem todos os demais planetas de nosso sistema solar. Com esta metáfora, Kant diz, da mesma forma, que não é o sujeito que se orienta pelo objeto, mas é o objeto que é determinado pelo sujeito. “Sujeito” e “Objeto” para Kant passam a ser termos relacionais.

Kant também seria de alguma forma o iniciador desse questionamento científico e muitos de seus pensamentos éticos pautariam a contemporaneidade.

1.5. A crise da modernidade

Começamos aqui a crítica a todo este racionalismo científico desmedido. Filósofos como, Kant e Hegel foram talvez os bebês, (simpática esta analogia que faço, pois Kant é chamado de o velho Kant) depois alguns meninos como Schopenhauer, e mais tarde alguns jovens como Nietzsche que pode ser considerado “o pensador cuja crítica à tradição filosófica clássica e moderna foi mais marcante”, como diz Marcondes (2005, p.243).

Este jovem que agora já pode gerar filhos, os faz. Deixa alguns herdeiros com consciência e também inconscientemente. Nietzsche grande estudioso que foi, e como filólogo estudou toda a tradição filosófica. Analisa a passagem do pensamento mítico para o lógico-científico e diz que ali se perderam a proximidade com a natureza, e poderíamos dizer: as emoções trazidas pelo deus Dionísio e toda a embriaguez, dança, música. Este era o deus da natureza... em contra partida passa-se a valorizar o deus Apolo. O deus da racionalidade. Antes desta passagem estes “espíritos” se contrabalançavam, mas depois com a emergência da razão, Apolo prevalece em detrimento de Dionísio, que pouco a pouco é reprimido com tudo o que ele representa, o desejo, as emoções, os sentimentos, e tudo o mais.

Nietzsche critica quase todos os seus antecedentes filósofos, “zomba do racionalismo crítico moderno, de sua pretensão de fundamentar nosso conhecimento e nossas práticas. Um de seus alvos prediletos é Kant” como diz Marcondes (2005, p.244).

Portanto vários dos princípios da modernidade começam a ser questionados, não só por Nietzsche, mas também por Heidegger, entre outros, que de certa maneira procuram retomar o ser. Retomar a ontologia lá dos pré-socráticos. Especialmente Heráclito e Parmênides. Criticam a tradição filosófica e a modernidade onde o homem estava preocupado predominantemente com a ciência e o conhecimento. E agora estaríamos re-apontando uma renovada busca pela verdade, a busca originária do conceito grego de verdade (alétheia) no sentido de desvelamento do ser – descobrimento – “retirada do véu”.

Heidegger critica a sociedade industrial (uma das causadoras da modernidade) onde se predomina a ciência. E questiona estes valores e princípios modernos.

Como transcreve Marcondes (2005):

“A ciência não pensa.” A ciência e sua aplicação técnica seriam incapazes de pensar o ser, de pensá-lo fora da problemática do conhecimento e da consideração instrumental e operacional da realidade típicos do mundo técnico. Na verdade, o desenvolvimento de nosso modelo técnico e industrial é conseqüência precisamente do “esquecimento do ser” na trajetória da cultura ocidental. (p.267).

Precisamos nos lembrar que nós somos seres que nunca estamos prontos, somos diferentes de objetos como uma caneta, por exemplo. Ela está pronta. Tem seu objetivo, seu propósito, que é ser usada para escrever, está ali à nossa disposição e está acabada, está constituída. Michael Foucault é um dos filósofos que estuda como se forma a nossa subjetividade, o ente do presente. E questiona: Como somos formados? As instituições vão dizer como o sujeito é. As ciências humanas, por exemplo: médicos e psicanalistas começam a dizer o que é o homem. E assim nós vamos nos tornando o que pensamos ser, através da maneira que nos dizem que somos. É a relação Saber – Produção - o saber produzindo a “verdade”. Foucault vem questionar isto e diz: o que poderíamos ser? E não mais o que somos ou pensamos ser. Precisamos então lutar contra este saber científico?

Será que a ciência pode delimitar o que é, e o que não é conhecimento? O que é, e o que não é bom para o ente? Todo o conhecimento se dá pela razão? Pelo racionalismo?

Existem diversas áreas do saber na humanidade. Os conhecimentos poderiam ser considerados genericamente em quatro categorias: o conhecimento vulgar ou popular (como o nome diz, vem do povo, não tem base científica) o conhecimento filosófico (no dizer de Kant é o conhecimento racional a partir de conceitos), o conhecimento religioso (está no magistério da fé) e o mencionado conhecimento científico (racionalista empirista da modernidade – em pauta). Mas, acredito que, nenhum deles poder-se-ia intitular o dono da verdade! A verdade não estaria assim, em nenhuma dessas categorias isoladamente, mas em uma confluência entre elas ou entre algumas delas).

Freud veio com o inconsciente que quebra um pouco a racionalidade, diz que agimos muitas vezes com instrumentos que não são conscientes e portanto poderíamos chamá-los de intuitivos ou instintivos ou seja lá o nome que quisermos dar. O importante é que não poderíamos valorar, uma ou outra maneira de pensar e agir em detrimento desta ou daquela. Gostaria de me permitir colocar aqui uma expressão: porque devemos pensar sempre com a razão ou o racionalismo? A razão humana só tem uns 2500 anos, enquanto que a origem da humanidade, algo em torno de 2 milhões de anos...

Talvez precisássemos retomar um pouco Kant, criticar a nós mesmos, não como doutrina, mas como ethos, no sentido de uma atitude crítica da razão humana, com nossos limites, e dizer da impossibilidade de se ultrapassar este limite.

Retomamos a chamada crise da modernidade que se implanta algum tempo depois, isto ocorre principalmente após as duas grandes guerras mundiais, mais ainda, depois da segunda guerra, lá pelos anos 50, 60 e 70 com o desencanto destas tecnologias utilizadas nessas guerras, como: uso da bomba atômica e o próprio avião que tanto frustrou nosso querido brasileiro Santos Dumont e que vieram a dar o que deu com o seu mau uso ou uso para o mal, e em conseqüência disto surgem os movimentos anticultura.

Há também formas de se repensar a racionalidade, formas de se pensar a razão. A maneira como se pensa a razão muda historicamente. Por exemplo quando Descartes retoma o racionalismo - quando ele retoma Platão e Aristóteles - o faz de forma diferenciada, embora que ainda seja uma retomada do racionalismo. Isto se pode observar na relação sujeito – objeto que passa a ser considerada. Será que o que está ocorrendo hoje, também não seria uma retomada deste pensamento, de uma forma diferente novamente?

A “crise” seria portanto, um momento, uma fase da modernidade? Há vários autores, filósofos e sociólogos que se contrapõem nesta questão, mas pelo que parece uma das maiores questões em pauta é na verdade a retomada do sujeito em detrimento aos valores que foram levantados na modernidade, tais como: a ênfase na ciência e a questão do conhecimento, entre outros, e que agora, ao contrário, se passaria a valorizar a criatividade, a inspiração e o sentimento. Os valores estéticos passam portanto a tomar o lugar do científico, como observa Marcondes (2005, p.274).

Lyotard com sua obra A condição pós-moderna (1979) introduz o termo pós-modernidade e vem questionar: será que nós podemos pensar da mesma maneira que os modernos pensavam? Habermas por outro lado afirma: precisamos aprender com os desacertos do modernismo.

Conforme menciona Marcondes (2005):

Habermas polemizou com Lyotard, em um texto intitulado “A modernidade: um projeto inacabado” (1980), ao defender a validade das idéias do racionalismo e do Iluminismo, considerando-os de importância fundamental, sobretudo a teoria crítica em um sentido político e ético, para nosso contexto social. Trata-se de uma questão em aberto, ambas as posições encontrando adeptos e defensores; na realidade, refletindo a importância, neste final de século, de se pensar o papel da filosofia em relação ao projeto de sociedade que se construirá no futuro. (p.274).

Hoje poderíamos dizer que se re-modificou, mais uma vez, a forma, a maneira da racionalidade. Há várias pessoas pensando, visando um consenso. Esta seria uma virada da racionalidade? Como devemos entender esta crise da modernidade, seria “a modernidade em um analista fazendo análise”?

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Próximo tópico: Considerações finais e Referências Bibliográficas


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Ética, Ciência e a Crise da Modernidade



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Apresento mais uma serie de postagens, agora com este novo tema. Começamos com uma introdução e entramos nos tópicos: A Ética; e, A Ciência.

1.1. Introdução

Este texto tem como objetivo comentar a ética e a influência na ciência ou melhor a necessidade de se pensar esta ciência em termos éticos. Para isso utilizamo-nos como “pano de fundo” do período da modernidade e do que ocorre posteriormente: a chamada crise da modernidade.

Achamos pertinente comentar um pouquinho sobre ética, ciência e modernidade e refletir sobre esse racionalismo científico com ar de superioridade, a fim de ilustrar e facilitar ao leitor a compreensão sobre o tema e a importância de se buscar na ética o andamento da ciência.

Notamos nos dias de hoje várias instituições que se preocupam com um código de ética. Isso demonstra claramente a necessidade que a sociedade tem de “controlar” as medidas e atitudes das diversas profissões. Esse fato demonstra também uma ansiedade das pessoas umas com relação às outras. Será que podemos permitir que a ciência por exemplo, faça o que ela quiser? A ciência pode pesquisar o que ela quiser? Eles respondem: nós estamos pesquisando tal arma química, mas nós nunca vamos usá-la! Eu questiono: para que então desenvolver uma tal arma química se nunca vai ser usada? Eles retrucam: é apenas para evitarmos um ataque...(?)

Há um problema maior aí... muitos “desenvolvimentos” científicos não teriam nem mesmo o porquê de serem inicialmente questionados. Mas, infelizmente posteriormente foram usados na guerra e, pior ainda, desenvolveram-se outros “inventos” de avanços tecnológicos inimagináveis já propriamente para o uso militar, como é o caso dos aviões. E agora os super aviões de caça dos nossos dias; Além de uma infinidade de armas e mais armas, até biológicas... É então aí que devemos pensar a ética. Podemos “deixar” que a ciência faça o que ela quiser? Ou devemos questionar e refletir: o que estamos fazendo com o planeta? O que fazemos com a humanidade; e com as diversas vidas aqui existentes, que não conseguem mexer nem com um centésimo do que esta espécie chamada humanidade fez e faz com o planeta e com a própria vida?

1.2. A ética

É difícil falar sobre ética, pois é um tema um tanto quanto complexo. Poderíamos entendê-la de várias formas. Uma delas poderia ser como a busca ou caminho para ou pela “verdade” que de maneira mais complexa ainda, seria, talvez, e em algumas condições, subjetiva. Se relembrarmos da origem da filosofia na Grécia e depois, por exemplo, os sofistas, que através da retórica e do convencimento pelas palavras, da oratória, julgavam que “a verdade é resultado da persuasão e do consenso entre os homens”. Mas isso é combatido por Sócrates, Platão e Aristóteles, mais especificamente por Sócrates que os “combate” buscando o que julgava ser a essência da verdade através da razão e não do “simples” convencimento e consenso. Ele fazia isto através de perguntas básicas, feitas a diversos profissionais especialistas, tais como: ao sapateiro – o que é um sapato? Ao “juiz” - o que é a justiça? Ou o que é a verdade? E assim, a partir de um questionamento, buscava desvelar, através da razão e da lógica e não mais por um simples convencimento retórico, o que seria esta verdade.

Poderíamos dizer então que, de certa forma, Sócrates inaugura a ética dentro do discurso. Sócrates, como comenta Marcondes em Iniciação à história da filosofia (2005, p.40), seria “um divisor de águas. É nesse momento que a problemática ético-política passa ao primeiro plano da discussão filosófica como questão urgente da sociedade grega superando a questão da natureza como temática central;” pois a temática racionalista filosófica, inicialmente, era a natureza, iniciada por Tales de Mileto que buscava na própria natureza a explicação para ela própria, se afastando assim do mito em que tudo era explicado pelos deuses...

Temos aqui um pequeno histórico para entender a ética de forma mais concreta, permanente e universal. Como define Blackburn (1997) no dicionário OXFORD de filosofia. A ética tem como objeto o:

Estudo dos conceitos envolvidos no raciocínio prático : o bem, a ação correta, o dever, a obrigação, a virtude, a liberdade, a racionalidade, a escolha. É também o estudo de segunda ordem das características objetivas, subjetivas, relativas ou céticas que as afirmações feitas nesses termos possam apresentar. (p.129)

Também, Japiassú e Marcondes no dicionário básico de filosofia (2006), mencionam de maneira similar, mas com algumas particularidades, que a ética do grego ethike, diz respeito aos costumes e tem por objetivo “elaborar uma reflexão sobre os problemas fundamentais da moral (finalidade e sentido da vida humana, os fundamentos da obrigação e do dever, natureza do bem e do mal, o valor da consciência moral etc)” (p.97).

Assim teríamos a questão da subjetividade na ética, e a formação da própria sociedade interagindo entre ela e os indivíduos. A ética ajudando-nos a refletir sobre os costumes, sobre as práticas da ciência, da religião, da família, da empresa, em fim: em todas as instituições da sociedade. A ética nos ajuda a pensar a subjetividade. Que sujeito é esse em tal momento da história? Que sujeito é este hoje? Que “conhecimento” é este que buscamos pela ciência?

1.3. A ciência

A ética seria desta maneira então, intermediária, buscaria a justiça, a harmonia e os caminhos para alcançá-las. Quando buscamos, a justiça, a verdade, o entendimento e o conhecimento, o buscamos para satisfazer uma necessidade do sujeito. E, destes termos, gostaria de me ater ao conhecimento e mais precisamente ao conhecimento pela ciência, uma vez que podemos obter conhecimento por vários caminhos não só os científicos, aliás é até paradoxal dizer o que é ciência. “Karl Popper um dos filósofos que mais influenciaram a ciência em nosso século, chamou-o de “problema da demarcação”; O que é que distingue a ciência da não-ciência? Como podemos demarcar a fronteira entre elas?” Como citado por Appiah, (2006, p.123).

É importante também mencionar que a ciência deve ser entendida de maneira diversa, conforme o tempo em que a estudamos. O que chamamos de “conhecimento científico”, também, pode variar nos diversos períodos da história. Os casos são múltiplos. Na área médica, por exemplo, quando ouvimos uma voz científica dizendo: evite comer ou fazer tal coisa, que faz mal à saúde, e depois alguns anos mais tarde se contradizem dizendo que não é bem assim... pode comer sim!, Pode fazer sim! Porém isto não ocorre só na medicina, isto se passa nos diversos seguimentos da ciência. Será então que só a ciência teria a verdade? E esta verdade seria boa? Mas o que é a verdade?

Ouve épocas que uma certa disciplina era considerada como ciência (da forma que a concebemos) e que agora não o é mais. É o caso da astrologia que se difere totalmente da Astronomia, no entanto elas no passado se mesclavam. Também não cabe aqui questionar a validade de uma em detrimento da outra. Muitas vezes algum “astrólogo especifico acerta predições com bastante freqüência” e “é provável que as pessoas que lêem o horóscopo não se importem muito se eles são ou não científicos”, como diz Appiah , 2006 (p.122).

Outra questão, não menos importante, era saber que entre os parâmetros para definir o que é ciência, está ou estava a causalidade ou determinismo, quando diz que todos os eventos têm causas. Porém neste século passado recentemente findado, os cientistas argumentaram que o determinismo não é uma verdade. A teoria quântica, diz que há alguns eventos que não têm causas. A teoria fala em probabilidades. Se, para sabermos o que é científico precisávamos de uma causalidade e agora viemos a dizer que não, mas outrossim, que é uma questão de probabilidades, significa que algumas coisas não podem ser entendidas com as premissas cientificamente elaboradas no transcorrer do tempo e no passado, e quem sabe se no futuro não se dirá o mesmo do presente...

Partindo destes pré-supostos, poderemos entender melhor agora o que veio a ser a modernidade, a revolução científica ocorrida neste período e posteriormente, a crise da modernidade.

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No próximo tópico: A Modernidade e a Crise da Modernidade


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O Cristão e a Bebida Alcoólica: O cristão pode tomar bebidas alcoólicas?



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O Cristão Pode trabalhar em uma empresa de bebidas alcoólicas, ou tomar bebidas alcoólicas?

Este artigo eu escrevi há alguns anos atrás quando um vendedor que trabalhava em minha empresa, uma agência de automóveis, obteve uma proposta para trabalhar em uma empresa de cervejas como vendedor de seus produtos para barzinhos e restaurantes.

Na ocasião ele ficou cheio de dúvidas pois, por ser cristão evangélico, achava que não poderia vender bebidas alcoólicas. Ele veio então até a mim e pediu minha opinião, por saber que eu era religioso mas não fanático e com algum conhecimento fora do dogmatismo. Na época preferi responder a ele com este pequeno texto que publico agora.

É preciso em primeiro lugar conhecer um pouco do assunto em pauta e lembrarmos a origem de algumas bebidas. Por exemplo: o vinho e a cerveja. Estas são bebidas historicamente conhecidas e milenares para não falarmos de outras relativamente mais recentes como a nossa brasileiríssima cachaça desenvolvida inicialmente na época dos escravos pelos próprios e para o consumo deles. Porém ficarei com o vinho e a cerveja pois sem dúvida são saudáveis desde que bebidas moderadamente, é bom lembrar. E para quem não tenha o problema da doença do alcoolismo, é claro....

O Vinho é uma bebida que vem sendo produzida, desde o 4º milênio antes de Cristo ou seja há 6.000 anos, isto ocorreu na mesopotâmia (hoje Iraque e Síria) mas existem especulações que a produção do vinho possa ser mais antiga ainda. A vinicultura chegou à Europa através do Egito, Grécia e Espanha.

A Cerveja, considerando-a em sentido amplo nas suas diferentes espécies e variantes, não existe outra bebida mais antiga ou mais universal do que a cerveja. Sua invenção remonta à do processo de fermentação dos cereais, 8.000 antes de Cristo ou seja há 10.000 anos atrás, precedendo pois, de milênios as primeiras grandes civilizações conhecidas. Alegrou os primeiros ócios de sociedades estáveis e, aos poucos, ganhou o mundo só perdendo para o vinho em produção ou consumo nas regiões e países particularmente voltados para a viticultura.

As qualidades tônicas, energéticas e diuréticas da cerveja são conhecidas desde a antiguidade. Hipócrates (460-377 a.C.), o pai da medicina, considerava-a um medicamento precioso.

Quanto ao vinho dispensa-se comentários, é sem dúvidas a bebida mais saudável e é a bebida por excelência.

Bem, tendo visto isso vamos agora entender o porquê das diferentes bebidas para cada região do planeta. É simples..., se estivermos no frio bebemos de preferência bebidas “quentes” e o contrário é evidente, estando em locais quentes bebemos as frias (geladas), mas isto não é regra pois como se sabe a Alemanha é um dos maiores consumidores e produtores de cervejas, mas a verdade para a regra é que a Itália é a maior produtora de vinho do mundo.

O que importa ao nosso tema é que o consumo de vinho é muito grande na região e deve ser lógico que a população da época de Jesus de Nazaré consumia a saborosa e saudável bebida: o Vinho.

Vamos aos indícios do consumo de vinho na época de Jesus:

Temos exemplos em muitos dos livros da coleção chamada Bíblia sagrada onde se narra claramente comparações feitas através das vinhas e das videiras que como se sabe é de onde é feito o Vinho.

Já no Antigo Testamento, que são os livros anteriores à vinda de Jesus, temos em Isaias 5,1 e seguintes, comparações feitas com a qualidade da uva comparando-as com Israel (o povo “primitivo”, escolhido por Deus bem antes de Jesus vir à terra e que não fez jus a esta escolha, esperava-se uma qualidade de uva, mas teve-se uvas azedas).

Jesus retoma este mesmo tema o aprofundando e utiliza-se da mesma comparação com a parábola dos vinhateiros homicidas em Mateus 21, 33 e seguintes.

Outras comparações têm ainda em Mateus 20, 1 a 16 com a parábola dos trabalhadores da vinha onde Jesus compara trabalhadores contratados para a vinha e que independente da hora que começaram no serviço recebem o mesmo salário, em outras palavras independente da hora de nossa conversão temos o mesmo valor de quem está na caminhada há mais tempo ou ainda dos que ainda virão.

Em João 15, 1 e seguintes Jesus mesmo se compara a uma videira e nós somos os ramos que devemos dar frutos.

Mas as videiras eram para produzir sucos de uva ou vinhos não alcoólicos?

Vamos agora parar um pouco com as parábolas e vamos narrar fatos mais convincentes para os Crentes (os que crêem em Deus e no Cristianismo). Temos em João 2, 1 a 12 a narrativa do primeiro milagre de Jesus quando em uma festa de casamento em Caná da Galiléia acaba o vinho e Jesus transforma água em vinho. O Texto também deixa claro que o vinho embriagava pois se nota a melhor qualidade do ultimo vinho após muitos já estarem embriagados.

Novamente em Mateus 26, 26 a 29 Jesus faz a sua ceia pascal com os discípulos e enquanto comiam tinham à mesa, entre os alimentos, Pão e Vinho, o que devia ser de costume, e Jesus tomando um pão o abençoa e os dá aos seus discípulos dizendo: "Tomai e comei isto é o meu corpo" depois toma um cálice de vinho e diz: "Bebei dele todos, pois isto é o meu sangue o sangue da nova e eterna aliança que é derramado por muitos para a remissão dos pecados.." em outros textos temos o complemento "Fazei isto em memória de mim.”

Acredito que fica claríssimo e que todos os indícios mostram que Jesus não somente nunca condenou o Vinho e seu consumo moderado como também é bem provável que ele próprio o tomava ao menos em ocasiões especiais, se não fosse assim ele não teria transformado água em vinho na festa em Caná da Galiléia e também não teria instituído a eucaristia usando o vinho. Ele poderia até não beber, mas é claro que não tinha nada contra aos que bebiam moderadamente.

Infelizmente não temos em escritos tudo o que Cristo Jesus nos ensinou em sua Doutrina e tudo mais que ele viveu com os apóstolos, no entanto somos sabedores dos resumos de sua obra e entre eles a máxima: "Amar a Deus sobre todas as coisas e a teu próximo como a ti mesmo", por tanto para tudo na vida haverá limites, vide exemplo em I Coríntios 11, 20 a 22 quando Paulo adverte a comunidade de Corintios que quando se reuniam para a Ceia do Senhor (Conforme recomendado por Jesus) alguns, infelizmente muitas vezes erravam abusando na bebida pois: "enquanto um passa fome, o outro fica embriagado.".....

Devemos lembrar outro fato importante, não podem comer frutos do mar, como crustáceos, quem tenha alergia a eles, logicamente para a bebida é a mesma coisa, se uma pessoa sabe que tem problemas com a bebida ela não deve beber em hipótese nenhuma.

Nesta mesma linha de raciocínio. Se você vai fazer uma festa em sua casa com frutos do mar, camarão etc. mas sabe que um dos convidados tem alergia a eles, é de bom senso que, ou você disponibilize outros alimentos, ou não convide tal pessoa. O mesmo ocorre para a bebida.

Para finalizar eu faço um questionamento. Será que precisaríamos retirar da Bíblia os livros ou Evangelhos como os de João para agradar aos que não crêem no fato de que o vinho era tomado pelos discípulos de Cristo (que já era alcoólico, pois é uma bebida fermentada como também o é a cerveja que naturalmente não era a bebida da região de Israel). Bem, esta é apenas uma interrogação.

Tudo isso não significa que Jesus queria ver bêbados, muito pelo contrário. A bebedeira sempre foi repudiada, mas parece ficar claro que o Mestre não tinha nada contra um bom vinho e quem sabe não fora por acaso que o primeiro milagre relatado e a ultima ceia tenham tido o vinho em destaque e em evidência tão expressa.

Para os que conservam os 73 livros da Bíblia, podemos ainda verificar em Eclesiástico Capítulo 31 dos versículos 25 ou 31 (depende da tradução) até o 31 ou 42; onde fica claríssima a questão sobre o vinho e seu consumo não deixando dúvida alguma do assunto comentado.

Para finalizar quero que fique muito claro o seguinte: remédios quando tomados em excesso podem até matar, embora na sua dosagem correta sejam benéficos.

Quero dizer com isso que, se você não consegue beber apenas uma ou duas taças de vinho (quando no tempo frio) ou um ou dois copos de cerveja ou chope (no tempo quente), é melhor não beber. O “remédio” precisa de uma dosagem, não do excesso.

É claro que se você se exceder “um pouquinho” uma vez ou outra em momentos especiais e alegres de sua vida, sem riscos nenhum nem para você, nem para outrem, você não irá para o Inferno por isso.

Agora, se você vê a bebida como algo indispensável em sua vida e você não consegue viver sem ela, é melhor repensar a sua vida e essa relação. Lembremo-nos que qualquer coisa que nos prenda e nos faça escravos deve ser refutada, seja o que for, até mesmo um “simples” refrigerante ou barras de chocolate...


Abraços do
Benito Pepe, visite meu novo Site clique aqui!


Bibliografia

BÍBLIA DE JERUSALÉM. São Paulo: Edições Paulinas.


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Tópicos postados (Sumário) com o tema: Ambiente de Trabalho nas Pequenas Empresas e o Marketing Interno (endomarketing)



Você pode encontrar todos os tópicos abaixo dentro deste texto. Basta ir seguindo o link no final de cada postagens.


O PROBLEMA E A METODOLOGIA

Introdução
Delimitação do Estudo
Relevância do Estudo
Objetivos
Questões de Estudo
Metodologia
Definição dos Termos


AMBIENTES DE TRABALHO, PEQUENAS EMPRESAS E O MARKETING
Distinção entre os Ambientes: Físico e Social
Pequenas Empresas
O que são Pequenas Empresas?
Uma Distinção nas Pequenas Empresas – Empresa Familiar
A Importância do Pessoal na Pequena Empresa
Marketing, Entendendo o Conceito Contemporâneo
Endomarketing ou Marketing Interno
Comunicação, Integração e o Marketing Interno
Questões Culturais e influência no Marketing Interno


INFLUÊNCIA DOS AMBIENTES

Motivação ou Não, Causada Pelo Ambiente de Trabalho
Motivação na Pequena Empresa
Influência do Ambiente Físico
Ambiente Físico na Pequena Empresa
Componentes do Ambiente Físico e o Ambiente de Trabalho


Princípios dos 5S


Relações Interpessoais e Qualidade de Vida no Trabalho
Fatores Intrapessoais e a Qualidade de vida no Trabalho


Inteligências Aplicadas no Ambiente de Trabalho
QI – Quociente de Inteligência
QE – Quociente de Inteligência Emocional
QS – Inteligência Espiritual


Responsabilidade Pela Qualidade de Vida no Ambiente de Trabalho

CONCLUSÃO

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BIBLIOGRAFIA

ANEXO 1 – Questionário
Dedicação e Agradecimentos

Abraços do
Benito Pepe

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Anexo I (Questionário usado nesta pesquisa) e; Dedicatória e agradecimentos.



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No final do questionário deixo minha dedicatória e meus agradecimentos.

ANEXO 1


QUESTIONÁRIO

Prezado(a) senhor(a), meu nome é Benito Pepe, desejo realizar uma pesquisa em sua empresa para conhecer o desempenho e a importância do seu ambiente de trabalho e as relações interpessoais na sua empresa, tanto quanto outras questões pertinentes. Sua contribuição é fundamental para a obtenção de resultados que possam esclarecer pontos a serem melhorados no mesmo e na organização.

1 – No seu ambiente de trabalho se mostra clareza aos objetivos e missão da empresa, ou seja, quanto aos funcionários sabem de suas responsabilidades e quanto às metas ajudam a chegar ao resultado esperado?

( ) SIM
( ) NÃO
( ) ÀS VEZES

2 – Como você considera o grau de informalidade e estímulo à criatividade no seu ambiente de trabalho?

( ) RUIM
( ) REGULAR
( ) MÉDIO
( ) BOM
( ) ÓTIMO

3 – Marcar no máximo três alternativas de um total de 10 opções:

“O ideal em um ambiente de trabalho é quando:

( ) todos fazem parte do time, arregaçam as mangas e trabalham juntos como uma equipe”.
( ) o ambiente de trabalho é confortável, é bem iluminado e com temperatura agradável”.
( ) as pessoas se tratam com respeito e justiça, criam um bom clima de trabalho”.
( ) as mesas e acessórios de trabalho são adequadas ao serviço.”
( ) se exige, mas se dá todas as condições para o trabalho sair bem feito."
( ) o local de trabalho possui cores e aromas agradáveis.”
( ) se é coerente, o que se fala vale e se sabe ouvir."
( ) posso trabalhar com todo conforto como se estivesse em minha casa.”
( ) se valoriza o meu trabalho, e se dá a ele reconhecimento público."
( ) o layout em nossa empresa é perfeito a locomoção é fácil e agradável.

4 – Acrescente aqui alguma idéia ou sugestão que o Sr (a) teria para uma melhora no seu ambiente de Trabalho:
.........................................................................................................................................................................

5 – Questões quanto aos 5S (bons sensos quanto ao ambiente de trabalho)
Leia, reflita e responda: com que freqüência pratica? Use os seguintes critérios:

QUASE NUNCA..................(1)
ÁS VEZES ...........................(2)
QUASE SEMPRE ................(3)
SEMPRE ..............................(4)

O Sr (a):
5.1 ( ) Mantém uma lista atualizada de coisas a fazer usando algum critério de priorização
5.2 ( ) Compara, ao final do dia, o planejado com o executado
5.3 ( ) Está consciente dos hábitos pessoais que gostaria de mudar
5.4 ( ) Anota todas as boas idéias que tem
5.5 ( ) Mantém somente coisas necessárias no seu ambiente de trabalho
5.6 ( ) Pratica hábitos saudáveis para manter a sua saúde física e mental
5.7 ( ) É um indivíduo paciente e persistente em tudo que faz
5.8 ( ) Gosta de trabalhar em equipe
5.9 ( ) É um bom ouvinte
5.10 ( ) Mantém sua mesa limpa e organizada
5.11 ( ) É capaz de perdoar um erro
5.12 ( ) Critica em particular e elogia publicamente
5.13 ( ) Coloca-se no lugar do outro
5.14 ( ) É, enfim, um criador de qualidade de vida

6 - O que o Sr (a) pensa do seu ambiente de trabalho e de sua empresa?
........................................................................................................................................................................


7 - O Sr (a) acredita que o ambiente de seu trabalho pode influir de alguma forma em suas relações com os demais colegas e com a imagem da empresa? Como se daria isto?
........................................................................................................................................................................


8- O Sr (a) busca de alguma forma o seu aprimoramento profissional? Como?
........................................................................................................................................................................



Dedicatória e Agradecimentos

Ao meu pai, meu primeiro mestre.

à minha mãe que sempre acreditou em mim,
e me ajudou em meus estudos, inclusive orando por mim.

Aos meus irmãos e especialmente ao Sérgio meu sócio,
que de várias formas sempre contribuiu em meus trabalhos.

Aos meus funcionários, colabores e colegas do ambiente de trabalho,
que fundamentalmente enriquecem meus conhecimentos.

As empresas que contribuíram com minha pesquisa.

Especialmente a minha esposa Vânia e ao meu filhinho Benitinho e a agora a Bebela,
que sofreram minha ausência enquanto da dedicação a este trabalho.

A todos que de alguma forma contribuíram para a realização deste trabalho.

Acima de tudo a Deus, sem o qual não estaríamos aqui neste planeta.

AGRADECIMENTOS

Ao Prof. Mário Manhãs, pela orientação na elaboração desta monografia.

Ao Prof. Bechara, pelas orientações gerais e sugestões.

A Profª. Ieda Sândi, pelas orientações quanto à formatação de monografias.

A Profª. Tânia Ecard, pelas orientações de pesquisa.

Aos que contribuíram respondendo ao questionário e entrevista.

Aos diversos professores que enriqueceram meus conhecimentos.

Aos demais, que, ajudaram de alguma forma na elaboração desta monografia.


E a você amigo leitor que agora contribui deixando o seu comentário, Muito Obrigado!!

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De quem é a responsabilidade pela qualidade de Vida no ambiente de trabalho e; Conclusão deste Texto



Normalmente procura-se passar a responsabilidade para a outra parte, porém é importante relembrar que somos produto do meio, mas também influímos no meio.

Desta maneira não podemos esquecer que o mundo é hoje o que é pelo processo de anos e anos modificados pela influência dos nossos antepassados que geraram a história da humanidade. Da Mesma forma ocorre em nossas empresas, que neste caso, em períodos bem menores é capaz de absorver as influências recíprocas: tanto recebe como influi no ambiente.

Como diz Bom Sucesso (1997)

Além de constituir responsabilidade da empresa, qualidade de vida é uma conquista pessoal. O auto conhecimento e a descoberta do papel de cada um nas organizações, da postura facilitadora, empreendedora, passiva ou ativa, transformadora ou conformista é responsabilidade de todos: acionistas, diretores, técnicos, profissionais das diversas categorias e níveis hierárquicos. Um gesto cada atitude, qualquer proposta, todo silêncio determinam um desenho de organização. (p.47).

Com este enfoque podemos perceber que em um ambiente seja ele qual for, não seremos apenas figurantes em cena, mas sim co-autores e protagonistas que são influenciados pelo meio mas também influenciadores no meio.

Importante também é efetuar-se temporariamente uma pesquisa de clima e de qualidade de vida na empresa, evidentemente esta pesquisa retratará as expectativas dos indivíduos e como eles percebem a empresa, desta forma saberemos se o marketing interno está sendo bem elaborado e difundido pelos colaboradores da empresa saindo de dentro de nossa organização e passando para o mercado externo.

Esta pesquisa é de suma importância e da mesma forma que fazemos pesquisas de mercado para analisar novos entrantes ou concorrência, etc. precisamos fazer também, e acima de tudo este levantamento do nosso “mercado” interno ou melhor nossa clientela interna. Desta forma saberemos como anda o ambiente interno como um todo, da forma como ele é percebido por nosso público.

Observamos que nas pequenas empresas, quando muito, estas pesquisas são feitas de maneira informal, na verdade a maioria das empresas não procura fazer pesquisas quanto ao seu público interno.

Da mesma forma nós investigamos que os funcionários destas pequenas empresas, não procuram em termos gerais, a busca por esta qualidade de vida pessoal, fato este que ocorre por diversas questões, entre elas, possibilidades de “encontrar tempo”, questões de ordem financeira ou por acharem que a empresa deve estar separada de suas vidas particulares. Na prática muitos não se dão conta, como já dissemos, que passam a maior parte de suas vida dentro do ambiente de trabalho. Outros porém, reconhecem que a qualidade de vida no trabalho também depende deles e buscam isto com empenho.

CONCLUSÃO

Começamos este estudo através de uma reflexão quanto aos ambientes e as possíveis influências que estes poderiam propiciar aos indivíduos. Imaginamos diversos locais dos mais heterogêneos admissíveis, experimentamos que verdadeiramente alguns destes ambientes como por exemplo um shopping center, um casamento formal em uma igreja, um baile de carnaval, uma discoteca, as areias das praias do Rio de Janeiro, em suma, diversos ambientes influem no comportamento das pessoas e evidentemente na maneira em que agem nestes distintos locais.

Partindo desta premissa, criamos a hipótese que o mesmo poderia ocorrer nos ambientes de trabalho. Enfocamos os ambientes das pequenas empresas, o qual fez parte deste estudo. Principiamos buscando as questões que mexem nas emoções e por conseguinte movimentam as pessoas, algumas teorias motivacionais foram analisadas, diversos componentes do ambiente físico, e alguns fatores intrínsecos às pessoas também não foram perdidos. Pois como vimos o ambiente distingue-se entre o físico e o social.

O endomarketing ou marketing interno, que engloba a contratação, o treinamento, a motivação dos funcionários das empresas e, faz a comunicação fluir de forma integrada, tem como principal objetivo criar relacionamento com estes clientes internos. Verificamos que nas pequenas empresas em sua maioria não se vive esta questão, não se fazem pesquisas quanto ao clima organizacional, e com raras exceções há treinamentos. Porém de forma empírica e informal algumas destas empresas estão bem sintonizadas com seu pessoal, isto se reflete pelo fato de, em grande parte, estas empresas serem familiares e dirigidas pelo próprio dono, que desta forma está mais próximo de sua equipe e não se utiliza hierarquia intermediária.

Muitos dos funcionários destas pequenas empresas, tem uma afinidade bem estreita com a diretoria, fator este que dificilmente ocorre em grandes empresas, alguns também se sentem um pouco donos da empresa, e desta forma não só recebem a influência, como influem diretamente no ambiente, tanto no físico como no social.

As necessidades dos seres humanos são bem amplas e fazem parte de escalas diferenciadas de indivíduo para individuo. Constatamos que nestas empresas, via de regra, o enfoque está nas necessidades básicas. Porém existindo também uma necessidade de estima e relações sociais bem apurada em muitos membros destas empresas.

Muitos destes colaboradores têm consciência e percebem que permanecem mais tempo no ambiente de trabalho do que eu seus lares, e por este motivo procuram fazer do seu ambiente de trabalho o mais agradável possível, buscam assim harmonizar-se com os colegas e com a diretoria da empresa.

Se tivéssemos que sintetizar os sentimentos ou desejos destes funcionários, utilizaríamos a frase “alegria no ambiente de trabalho”, é o que demonstra que por viverem mais com os colegas de trabalho do que com seus familiares, sentem este desejo, e alguns não possuem outros grupos sociais além do trabalho.

Percebemos que todos os aspectos do ambiente físico e o social no trabalho podem se entrelaçar influindo um no outro, em termos gerais podemos afirmar que as condições físicas favoráveis ao trabalho influem no relacionamento com os clientes internos, tanto quanto estes funcionários podem, através de suas opiniões e condutas sociais influir no ambiente físico.

Da mesma forma as relações interpessoais dentro da empresa, o endomarketing se reflete fortemente nos clientes externos que vivenciam desta forma a realidade vivida dentro da empresa.

Como disse um funcionário: “quando estamos alegres fazemos sorrir nossos clientes,” e é evidente que a alegria no ambiente de trabalho é a melhor maneira de fazermos o marketing interno aflorar para os clientes externos.

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Bibliografia e Referências Bibliográficas

Próximo tópico: Anexo I (Questionário usado nesta pesquisa) e; Dedicatória e agradecimentos.


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As Relações no trabalho e os fatores que Influenciam reciprocamente nos ambientes, tanto o Social como o Físico.



Como se viu em tópicos anteriores, as pessoas são produtos do meio em que vivem, tem emoções, sentimentos e agem de acordo com o conjunto que as cercam, seja o espaço físico ou social.

Precisamos relembrar que da mesma forma que somos influenciados pelo ambiente também influímos no ambiente, desta maneira a nossa relação interpessoal pode ser um fator de agradável bem estar em nossos ambientes, e no caso específico das pequenas empresas podemos observar que muitas das pessoas que ali trabalham a possuem verdadeiramente como o principal ambiente em suas vidas, seja porque passam muitas horas neste ambiente, seja por não poder usufruir outros ambientes por questões de tempo ou financeiras.

Como diz Bom Sucesso (1997)

A valorização do ser humano, a preocupação com sentimentos e emoções, e com a qualidade de vida são fatores que fazem a diferença. O trabalho é a forma como o homem, por um lado, interage e transforma o meio ambiente, assegurando a sobrevivência, e, por outro, estabelece relações interpessoais, que teoricamente serviriam para reforçar a sua identidade e o senso de contribuição. Pessoas pouco estimadas no lar têm, às vezes, afeto e reconhecimento na organização. (p.36).

Desta forma se verifica, principalmente nas pequenas empresas, que se estende, a idéia de empresa familiar para os demais colaboradores, onde as empresas que possuem condições de dar estabilidade e uma equipe coesa e amável sempre podem contar com a chefia quando necessário para uma ajuda extra por exemplo, seja de ordem financeira ou de tempo fora da empresa, sem a necessidade de avisos remotamente antecipados.

Quando analisamos as questões que facilitam as relações interpessoais nas pequenas empresas, notamos que quanto ao grau de informalidade e estimulo à criatividade nestes ambientes de trabalho, a maioria o consideram bons e ótimos. Desta forma facilita-se uma interação e uma comunicação mais eficiente corre dentro da empresa e é transmitida para a clientela externa.

Podemos considerar as relações interpessoais como um tipo de inteligência humana, falaremos mais à frente das inteligências humanas, como comenta Goleman (1995) a inteligência interpessoal pode ser desdobrada em quatro aptidões distintas: liderança, capacidade de manter relações e conservar amigos, além de resolver conflitos.

3.6. Fatores Intrapessoais e a Qualidade de vida no Trabalho

Cada pessoa tem uma história de vida, uma maneira de pensar a vida, uma maneira de viver a vida e assim também o trabalho é visto de sua forma especial e particular. Há pessoas mais dispostas a ouvir, outras nem tanto, há pessoas que se interessam em aprender constantemente e o conhecimento é uma constante em sua vida, outras não. Enfim as pessoas tem objetivos diferenciados e nesta situação muitas vezes priorizam o que melhor lhes convém e às vezes estará em conflito com a própria empresa. Isto de fato é notável nas diversas empresas.

Como observado por Bom Sucesso (1997)

O auto conhecimento e o conhecimento do outro são componentes essenciais na compreensão de como a pessoa atua no trabalho, dificultando ou facilitando as relações. Dentre as dificuldades mais observadas, destacam-se: falta de objetivos pessoais, dificuldade em priorizar, dificuldade em ouvir. (p.38).

Notamos que esta afirmação é verdadeira, muitos destes funcionários em pequenas empresas dificilmente buscam o seu aprimoramento profissional, e foram honestos ao responder o questionário dizendo: “não busco este aprimoramento, mas pretendo faze-lo”; “procuro aprender com quem sabe”; “é um defeito que devo corrigir sou muito preguiçoso”;

Outros poucos afirmam que “buscam seu aprimoramento profissional agindo com humildade e ajudando aos outros, exercitando humanidade”; foi também observado que embora não se busque muito o seu aprimoramento profissional, ao menos uma boa parte demonstrou a vontade em faze-lo.

É bom lembrar também que o ser humano é individual, é único e que, portanto também reage de forma única e individual a situações semelhantes. Desta forma embora a empresa deva cumprir com o seu papel propiciando tais condições, estes valores são mais intrínsecos e intrapessoais, Comenta Bom Sucesso.

No cenário idealizado de pleno emprego, mesmo de ótimas condições financeiras, conforto e segurança, alguns trabalhadores ainda estarão tomados pelo sofrimento emocional. Outros, necessitados, cavando o alimento diário com esforço excessivo, ainda assim se declaram felizes, esperançosos.(p.176).

Como pude observar pelo tempo que tenho de empresário, e pelos muitos funcionários que já passaram por minhas empresas, essa afirmação de Bom Sucesso é absolutamente verdadeira. Entre tantos outros, tenho um exemplo de um ex-funcionário e atual amigo chamado Antonio e que carinhosamente chamamos Toinho, que jamais vou esquecer.

O Camarada trabalhava comigo como auxiliar de serviços gerais especificamente limpeza dos automóveis e da loja. Era um sujeito que vivia sozinho em uma casa de um único cômodo, um quarto, na baixado fluminense, em local paupérrimo. Ganhava apenas um pouco mais de um salário mínimo e uma comissão que pagamos pelo total dos carros vendidos pela loja. Não era um salário miserável, mas era o menor dentro da empresa.

Ocorre que este funcionário normalmente era o mais alegre e feliz na empresa, vez em quando vinha em meu escritório e conversávamos sobre os mais diversos assuntos, ele se interessava em assistir programas de TV de entrevistas, como Jô Soares e outros afins. Talvez por isso tinha sempre assunto para tudo, vivia lendo livros e se interessava em ouvir para aprender mais e mais, mesmo depois do horário de trabalho ou em algum local em que nos encontrássemos fora da empresa.

Um certo dia, depois de sair de uma festa, um grupo de bandidos, o cercou e deram tanta pancada no Toinho, mas tanta pancada que ele teve que ficar no hospital por vários meses, o resultado foi que ele não teve mais condições de trabalhar e por isso está aposentado. Ele continua nos visitando e aprendendo e logicamente nos ensinando muito.

Com certeza eu aprendo mais com ele do que ele comigo. Eu aprendo que a verdadeira alegria não depende só de fatores externos, mas sim de fatores e valores que temos dentro do nosso ser, são valores intrapessoais que ninguém pode tirar ou por dentro de nós. O Toinho não pode mais trabalhar, ficou com problemas de coordenação motora, caminha com dificuldade, está até gordinho (ele tinha um corpo atlético), mas continua com uma alegria interior inexplicável.

Hoje, como antes já ocorria, ele continua trazendo seus amigos que vem em nossa empresa nos conhecer e compram automóveis conosco. Por este exemplo, e por tantos outros que poderia dar, acredito que o marketing interno está também ligado ao coração de cada indivíduo, de nada valerá um excelente trabalho, se não tivermos pessoas aptas a ouvir e a buscar o crescimento pessoal desenvolvendo valores intrapessoais através do autoconhecimento.

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Componentes do Ambiente e sua organização



O objetivo de um arranjo funcional é garantir conforto, bem-estar, satisfação e segurança para os funcionários e garantir aos clientes melhores condições de visualizar os produtos, além de um ambiente saudável e agradável de ser visitado.

Ao espaço físico cabe oferecer flexibilidade na disposição dos materiais e bom aproveitamento do espaço. À empresa propiciar aumento dos níveis de qualidade, produtividade e eliminação dos desperdícios.

Isto é fator de conhecimento de todos e faz parte de muitas correntes de pensamentos da administração, porém com diz Moreira (2000)

Esses fatores em si não promovem a satisfação, mas a sua ausência a inibe. Por outro lado, fatores como oportunidade de auto-realização, reconhecimento pela qualidade e dedicação no trabalho, a atratividade do próprio trabalho em si e a possibilidade de desenvolvimento pessoal e profissional do trabalhador são motivadores em essência. Recebem o nome de fatores de motivação. (p.287).

Outro fator também muito importante quanto ao espaço físico e que podemos definir como componentes do ambiente físico, são os aspectos que mexem e influem em nossos cinco sentidos. Esses aspectos podem influir em nossos relacionamentos internos, e principalmente mexer com o público externo. Como comenta Bekin (2004)

Veja o sucesso das lojas de conveniência nos postos de gasolina em áreas urbanas. Pagará mais por serviços que preencham seus cinco sentidos; algo que seja atraente e agradável à visão, ao olfato, ao tato, à audição, e ao paladar certamente chamará a atenção. Algo que também tenha um som aprazível ganhará destaque em relação a quaisquer outras coisas. (p.36).

Sabemos porque uma empresa pode ter mais sucesso do que outra. Entre os diversos fatores para o sucesso, podemos citar as condições ambientais presentes nas diversas empresas. Desta forma que as questões ambientais citadas por Bekin, influem nas pessoas nas lojas de conveniência dos postos de gasolina, com seus ambientes aconchegantes.

Temos também exemplos de lojas de departamentos e fast-food que possuem um majestoso ambiente físico que também mexem com nossos cinco sentidos, desta maneira ao se pensar em fazer um lanche vem em nossa mente este conjugado de ambiente agradável, que enche os nossos olhos, o nosso paladar, em fim nos atrai ao estabelecimento.

Embora não faça parte deste tópico, não podemos deixar de lembrar que o ambiente físico também influi no ambiente social, ou seja uma reciprocidade de influencias podem ser mencionadas aqui. Em outras palavras, se temos um ambiente de trabalho limpo, alegre, colorido, com um visual agradável aos olhos, um som ambiente. Certamente estaremos com um ar motivador para melhor nos relacionar com os clientes tanto os externos quanto os internos, nossos colegas de trabalho.

Neste tópico, tivemos alguns comentários no questionário (anexo 1) do tipo:

Com um ambiente agradável e funcional, os empregados tendem a trabalhar com mais prazer, e isso se reflete no atendimento aos clientes, criando com isso uma boa imagem perante o seu publico alvo;

É notório que um ótimo relacionamento com colegas no ambiente profissional, faz sorrir até nossos clientes amigos quando presentes.

Isto pode ocorrer com qualquer empresa independente do seu tamanho, independentemente da sua segmentação. Um ambiente agradável, aconchegante é sempre fator determinante para o sucesso.

É pertinente citarmos aqui um caso ocorrido em nossa empresa. Neste ano de 2004 abrimos mais uma loja de automóveis na mesma avenida em que já tínhamos uma empresa com escritório montado e equipe formada. Como a proximidade é grande entre as lojas achamos por bem, inicialmente, manter uma administração única. Portanto na loja nova ficou primeiramente somente a equipe de vendas e pessoal de limpeza. Desta maneira todas as vendas efetuadas na nova loja deveriam ser trazidas para a administração na loja matriz onde existiam todos os equipamentos necessários como computadores, copiadoras, aparelhos de fax, etc.

O fato é que alguns membros da equipe antiga não queria ir trabalhar na loja nova, pois achavam que lá não venderiam como na matriz, e não sabiam dizer o motivo, e na verdade o fato ocorria mesmo, se vendia menos lá. O ponto comercial é bem próximo o que elimina algumas questões quanto ao cliente externo pois o público que visita uma loja visita a outra.

Bem, depois que resolvemos mudar a administração para a loja nova e levarmos os equipamentos e a base dos escritórios para esta loja, o fato das vendas começaram a mudar, a loja nova começou a vender mais que a matriz.

Com isso chegamos a conclusão que, e como disse, é pertinente ao nosso trabalho, o ambiente de trabalho físico, escritórios bem montados, o movimento produzido por uma empresa atuando e viva, além de outros fatores anteriormente mencionados fazem verdadeiramente a diferença. Com isso decidimos equipar as duas lojas com as mesmas condições e contratar mais funcionários, a fim de gerar mais movimento novamente na antiga matriz.

Apesar dos méritos do ambiente físico, mencionados aqui, verificamos que a maioria das pessoas respondeu ao questionário (anexo 1), quando lhe fora perguntado qual o ideal em um ambiente de trabalho, marcando as opções que davam mais sentido ao lado social, como: “todos fazerem parte do time, arregaçarem as mangas e trabalharem juntos como uma equipe”, opção mais votada; seguida por, “as pessoas se tratarem com respeito e justiça, criarem um bom clima de trabalho”; “se exige, mas se dá condições para o trabalho sair bem feito” (aqui naturalmente podemos incluir as questões físicas do trabalho); e por fim votou-se na “valorização do trabalho e seu reconhecimento público”.

3.4. Princípios dos 5S

Como se sabe os 5S (do principio Japonês) são sinônimos de qualidade para o ambiente de trabalho e cabem aqui algumas observações como a realidade e a percepção do ambiente que é vista de maneiras distintas por cada pessoa.

Segundo Silva (1995)

Os nossos sentidos e os nossos valores podem nos confundir. Quando isso ocorre deixamos de ver a bagunça, o desperdício, e todo tipo de comportamento que gera má qualidade de vida. É preciso prestar mais atenção para perceber a realidade.(p.2)

Desta maneira teremos ambientes que estão, verdadeiramente, o que podemos chamar de uma bagunça generalizada, mas para as pessoas que ali trabalham e que foram acostumando-se com o acúmulo de materiais aos poucos e progressivamente, eles não conseguem perceber o que ocorre ao seu redor. Porém quando vem uma pessoa de fora, ela facilmente pode notar o que os olhos fechados não vêem. Para se fazer uma comparação simples imagine a nossa casa, quando vamos receber uma visita começamos a arruma-la: tiramos a bagunça que para nós não nos “afeta,” guardamos cada coisa em seu lugar, tiramos a poeira dos móveis, arrumamos a mesa com toalhas novas e utensílios novos etc.

Assim também deve ser em nossas empresas, devemos nos lembrar que todos os dias recebemos visitas, pessoas que nunca foram em nossa empresa ou outras que vem quase todos os dias, não importa, independentemente disto precisamos fazer de nosso ambiente de trabalho algo agradável, limpo e organizado, assim tudo se torna eficiente.

Os 5 sensos ou bom senso, que é mais adequado assim colocar, procura mostrar que com uma boa utilização dos materiais, uma boa ordenação, uma limpeza constante, com saúde e higiene e acima de tudo, autodisciplina, se alcança maior conforto e conseqüentemente um melhor relacionamento no trabalho e logo melhores resultados para a empresa.

Como observado por Silva (1995)

Pode-se criar um ambiente de qualidade em torno de si, usando as mãos para agir, a cabeça para pensar e o coração para sentir, por meio do sistema ou programa 5S. É só colocar em ação cinco sensos que estão dentro de cada um (p.4).

Os passos que se deve seguir são: faxina geral, limpar o ambiente e os objetos, separar tudo o que se precisa com freqüência daquilo que se usa esporadicamente, fazer uma arrumação de forma a se facilitar a vida no trabalho, guardar cada coisa em seu lugar, manter os equipamentos em ordem e em bom funcionamento, combater o desperdício, ordenar as informações, estar atento às condições de saúde e higiene e por fim uma auto disciplina e aperfeiçoamento constante do local de trabalho.

Como conclui Silva (1995)

Podemos iniciar a longa caminhada da melhoria continua praticando os cinco (bons) sensos que cada um tem dento de si: utilização, ordenação, limpeza, saúde e autodisciplina. A mudança deverá ocorrer dentro de cada um. Se não tomarmos a decisão pessoal de viver com dignidade, ninguém poderá nos ajudar. (p.18).

Pesquisando nos ambientes das pequenas empresas observamos que em média, não há uma preocupação clara quanto às questões dos 5S, por exemplo: quanto a “manter uma lista atualizada de prioridades” a metade dos entrevistados disse que sempre mantém uma lista, a outra metade disse que às vezes faz isto; quanto a “comparar no final do dia o planejado com o executado” a situação piorou, mais da metade não o fazem; quanto a “consciência pessoal de hábitos a serem modificados” aproximadamente 2/3 disseram-se conscientes sobre os hábitos que devem modificar.

Outras questões também analisadas demonstram que as pessoas: “anotam boas idéias”, a maioria diz fazer isto; “manter somente coisas necessárias no trabalho”, a maioria também diz fazer isto; quanto “a prática de hábitos saudáveis”, menos da metade o admite fazer; com relação “a paciência e persistência”, a metade diz ser paciente e persistente a outra metade divide-se em às vezes e quase sempre; a maioria “gosta de trabalhar em equipe”; quanto a ser “bom ouvinte” está dividido, uns dizem serem bons ouvintes outros às vezes e uma pequena parte diz não ser bom ouvintes; no que tangem em “manter sua mesa limpa e organizada” a maior parte o admite fazer às vezes, poucos, fazem sempre.

Partindo para o lado mais sentimental por exemplo, “perdoar um erro”, a maioria diz que perdoa; “criticar em particular e elogiar publicamente” a maioria admite que não o faz, o processo de empatia, “colocar-se no lugar do outro”, muitos disseram que o fazem; em fim a maioria julga-se um “criador de qualidade de vida no ambiente de trabalho”. Veremos no próximo tópico esta questão.

Abraços do
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Próximo tópico: As Relações no trabalho e os fatores que Influenciam reciprocamente nos ambientes, tanto o Social como o Físico.


Bibliografia e Referências bibliográficas


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